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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010


Céu de veludo
Sem poluição visual,
sem estrelas,
sem nada
Eu gosto do vazio

A música dos carros destrói o silêncio ambiente
Enquanto as lâmpadas dos postes clareiam a tão familiar escuridão da noite
Revelando tantos destinos
mostrando toda a verdade

Há pessoas sem direção
Há pessoas estagnadas
Há pessoas girando em torno do seu próprio eixo
que não enxergam o que vêem

Gritos distantes
medos tão próximos
da janela eu observo
eu só observo
o mundo continuar a girar

Há pessoas na contramão
Há pessoas desorientadas
Há pessoas chorando sem saber o porquê

Luz natural ou artificial,
não importa,
O breu está em suas almas
impregnado
concretado
E é só o que há.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Paixão intermitente
Doce pecado que se espalha no ar
Pedaço de céu?
Tu és um universo inteiro
No qual eu quero me perder
O qual eu quero desvendar
Sem medos
Ou precauções
Além da dosagem recomendada
Além da imaginação.

('Se tudo passa como se explica o amor que fica nessa parada? Amor que chega sem dar aviso, não é preciso saber mais nada')