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domingo, 7 de novembro de 2010

Carros rasgam a rua
Numa noite fria qualquer
Eu queimo sozinha
Fervo, borbulho, evaporo
Flutuo por um espaço familiar e inalcançável
Onde eu jamais estive

Cabeça cheia
Copo vazio
Minha alma corre alucinada
Dentro desse corpo estático
O mundo parece parado
Enquanto meus pensamentos são estraçalhados num liquidificador

E eu ando tão ausente
Da minha vida
Da minha mente
Não sei em que altura me perdi
Não sei se já é hora de voltar
Ou se já é hora de partir

Pra outro lugar
Outra vez.


(Mas pra onde? Pra onde?)

sábado, 2 de outubro de 2010

Teu corpo
nos meus braços
e o mundo poderia
acabar nesse momento


('I don't belive that anybody feels the way I do about you now')

domingo, 27 de junho de 2010

E no mar aberto da paixão
eu mergulho
sem saber nadar

(é, talvez eu queira me afogar)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Meu orgulho é minha defesa
Armadura
Proteção
Não penses que sou assim
Confiante
Invulnerável
Simplesmente não concordo
Em expôr toda minha fraqueza perante o mundo.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Não há definição em que me enquadre
Não me adapto a regras
Sou uma mutação
E esse mundo ainda não sabe me dominar

segunda-feira, 8 de março de 2010

Sinto o peso do mundo sobre minhas costas
bem,
isso talvez contrabalanceie a dor que trago no coração