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quarta-feira, 11 de maio de 2011


Dobro a esquina,
Encontro um fantasma
É só mais outra alma
Que como a minha
Vaga perdida por aí

segunda-feira, 15 de novembro de 2010


Ainda não sei o que pensar
Ainda não sei como agir
Nunca me senti tão perdida
Ao encontrar as respostas

Eu encaro minhas verdades no espelho
Tão nuas e tão sinceras
Procuro a primeira janela
Mas de mim não tenho como fugir

Junto meus pedaços
Não deixo nada para trás
Levo mais do que a mim pertence
Apesar de tudo que perdi.



terça-feira, 7 de setembro de 2010

E quando tudo parece estar se ajeitando na vida,
vem uma tempestade
e destrói tudo
outra vez

Eu não quero abrigo,
eu quero me molhar
inundar-me
gota a gota
até a alma


(Oh Deus, quanto eu rezei por essa chuva!)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Eu choro em silêncio
Sozinha
A seco

Sem derramar lágrimas
Sem molhar a face
Sem gotear sentimentos

Eu choro vazio
Eu choro o nada
Eu simplesmente choro

Um enorme vão na mente
Um grande buraco no lugar da alma
Uma faca cravada no coração.

domingo, 7 de março de 2010

Minha alma é um misto de aberração e podridão
Até meus pensamentos são fétidos;
Minha mente está em decomposição
Exalo cadaverina ao transpirar.

Negro é meu céu
E minhas horas não passam
É sempre meia-noite no meu relógio.
...
A vida pode ser um martírio
Não se vai do paraíso às trevas de uma hora para a outra
Eu sempre estive aqui.

Urubus acompanham-me pelas ruas
Sou pútrida, repugnante
E não tenho como esconder.
...
Soturno é meu destino
E só de sombras faz-se meu caminho
Quando não se tem nada, não há nada a perder.

Não tenho ambições
E não me iludo com o futuro;
Sei que funesto é o amanhã
Que eu espero não chegar.